terça-feira, 26 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pasto para melipona: Ipê-de-jardim - Tecoma Stans

Ipê de jardim (Tecoma Stans)  não é muito citada dentre as plantas indicadas para formação de um pasto para nossas meliponas. Este esquecimento é uma injustiça pois tenho visto uma ótima visitação nestas plantas em meu meliponario urbano, mesmo com diversas plantas de maior fama também estarem floridas. É o caso das jabuticabeiras, pés de pitanga, amor agarradinho e jambo para citar apenas algumas.

Existe vários nomes populares para a espécie: Ipê-amarelo - de jardim, ipêzinho - de - jardim, bignônia-amarela, sinos-amarelos, ipê-mirim, guarã-guarã,  carobinha e  amarelinho dentre outros. Trata-se de uma planta perene e exótica, originária do México e sul dos Estados Unidos.

Apesar de ser uma boa opção para os meliponarios urbanos por oferecer uma floração farta durante quase todo o ano, inclusive durante o inverno, deve-se ter cautela na utilização nos meliponarios rurais, já que é considerada uma planta invasora que pode vir a atrapalhar a recuperação de áreas  pois é capaz de produzir muitas sementes férteis que são aladas. Além disso, é uma planta de crescimento rápido e que se espalha muito formando aglomerados que abafam a vegetação nativa.

O ipê - de - jardim é uma pequena árvore que alcança até seis metros e apresenta folhas de bordas serrilhadas e flores amarelas em forma de sino, muito parecidas com as flores do ipê amarelo. Trata-se de uma planta rústica que gosta de sol pleno e de solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. Prefere clima mais quente, entretanto, e tolerante às geadas. Pode ser multiplicado por sementes e por estaquia.










Cidades podem salvar os insetos polinizadores

Cidades podem salvar os insetos polinizadores

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais

15 de junho de 2012

Fonte: portaldaeducação.com.br


Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Uma equipe de pesquisadores vasculhou 12 cidades da Grã-Bretanha para fornecer o número de insetos polinizadores – como abelhas, borboletas, besouros e moscas – que podem ser encontrados nas áreas urbanas.

Além dos centros urbanos, a pesquisa também foi feita em 12 habitats agrícolas e em 12 reservas naturais. Tudo isso para descobrir onde os insetos estão escolhendo viver, e como são as condições de cada lugar.

Por incrível que pareça, por mais que a expansão urbana tenha sido associada à diminuição dos animais selvagens, os pesquisadores suspeitam que as cidades ofereçam um improvável paraíso para esses insetos essenciais. Parece coisa do filme Vida de Inseto, não?

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais. E os jardineiros ajudam muito nesses locais. Ruas residenciais de Bristol, na Inglaterra, são um exemplo disso. Lá, existem conjuntos ecléticos de plantas, cuidadosamente plantadas e cuidadas, livres de ervas daninhas – e com isso, vêm uma abundância de insetos zumbindo e polinizando.

Nas cidades, também há uma maior diversidade de flores. É como se muitos habitats pudessem ser encontrados no mesmo lugar – um banquete para os insetos.

Já os habitats agrícolas podem deixar os polinizadores famintos em algumas situações. Quando eles chegam em abundância, as flores são disputadas, e há poucas para cada um. Em reservas naturais, a escolha da planta pode ser limitada também, sem tanta diversidade e abundância quanto nas cidades.

80% das espécies de plantas britânicas dependem da polinização de insetos. Mas tem havido um declínio dramático no número de polinizadores nos últimos anos, o que tem sido associado com mudanças ambientais, pragas e doenças.

Uma espécie que tem sido particularmente atingida é a abelha. Nas últimas décadas, o número de apicultores tem diminuído na Grã-Bretanha e o número de colméias também. Com isso, podem não haver polinizadores suficientes para as plantas. Mas o número de apicultores urbanos tem crescido nos últimos tempos, visto os benefícios que elas trazem ao ambiente urbano.

Descobrir onde os insetos polinizadores vivem com qualidade pode ajudar a aumentar o número deles. Se eles estão bem nas cidades, muito pode ser feito para que as selvas de concreto se tornem ainda mais atraentes para esses insetos vitais.

Se os pesquisadores descobrirem o que está limitando a vida dos insetos nas cidades, será possível consertar isso, acrescentando ainda mais alimentos e recursos. Se todos fizerem a sua parte, as cidades podem ser ainda mais habitadas pelos insetos, que tão importantes para a vida das plantas, que são tão importantes para nós. Todos ganham!
Fonte: hypescience.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Produzindo Mel de Jandíra

Mesmo com a seca que assola municípios do interior, criadores de abelha encontram saída para sustentar família
Itatira. A busca da harmonia entre as atividades econômicas e a preservação dos recursos naturais demanda ações bastante abrangentes, exigindo uma ampla ação cooperativa multidisciplinar. Isso mostra o quanto o homem sertanejo encontra saídas para o convívio com a seca. Mesmo em situações adversas, agricultores deixaram para trás a enxada e as sementes e deram início a outro meio de vida.

Produtores de Itatira observam as abelhas no trabalho das colmeias Fotos: Antônio Carlos AlvesPai e filho estão dando exemplos de criatividade no Município de Itatira. A criação de abelhas sem ferrão. A primeira colheita de mel de Jandaíra na localidade de Arisco - São José, a cinco quilômetros da sede de Itatira, é como um " trabalho de parto". Até o pote ficar cheio, zelo extremo com a higiene e cria. Os criadores chegam a ouvir e conversar com as abelhas. A produção de mel, além dos benefícios para a saúde e ao meio ambiente, está transformando a vida de agricultores familiares da região serrana. Francisco Sousa Loiola, de 62 anos, e Milton Carlos Cabral Loiola, de 36 anos, estão entre os maiores criadores de abelhas nativas, abelhas sem ferrão ou indígenas do Estado do Ceará.

Numa área protegida por alpendres cobertos com telhas, estão instaladas 81 colmeias de Jandaíra, três de Cupira e uma de Tuíba, abelhas que vivem em regiões protegidas dos ataques do homem e da degradação ambiental. Para se ter uma ideia da preservação dos criadores de Arisco, é que os cortiços são feitos de troncos de árvores perdidos no meio da caatinga e reaproveitados para moradas das abelhas nativas. "São pedaços de madeira tirados do meio ambiente e transformados em espaços para abrigar as Jandaíras", frisa Milton Carlos.

Segundo Francisco Sousa, quando o inverno é bom dá para se colher entre um e dois litros de mel de Jandaíra por ano. "Com essa seca, uma das maiores da história do Nordeste, iremos produzir em torno de um litro e meio por cada colmeia. É um negócio rentável. Cada litro custa hoje R$ 100,00", explica. A previsão é de produção de 100 litros de mel.

O filho, Milton Carlos, diz que a criação das abelhas nativas mudou o seu conceito em relação ao meio ambiente. "Antes eu não tinha muito interesse por esse negócio de preservar a natureza. Hoje vejo outra realidade e o que é mais importante, consigo repassar para meus amigos a importância desse processo para a preservação das espécies", frisa.

Além da Jandaíra, Milton Carlos cria três colmeias de Cupira, que produz dois litros de mel por ano a preço de R$ 25,00 e uma Tuíba, que garante um litro e meio ano do produto que custa R$ 30,00. "Toda a nossa produção já está encomendada para a Capital cearense. Vendemos para empresários da região do Centro de Abastecimento da Ceasa", diz.

Outro que cria Jandaíra é João Batista dos Santos, de 46 anos, conhecido em Itatira por Sidoca e que mora há 819 metros acima do nível do mar. Há dois anos entrou no ramo e já conta com dez colmeias, chamados também de cortiços. "É um negócio em expansão e multiplicação. De um enxame estou fazendo dois". De acordo com o produtor, quando a flora é boa a produção chega de 1 a 2 litros - ano. "Nossa região é rica em marmeleiro, retirina, flor do feijão, cabeça branco, arapiraca, grinalda, entre outros, as plantas que auxiliam na fabricação do mel".

"Tudo que estiver pronto para comercialização será levado em julho para a Expoece em Fortaleza. O produto é muito apreciado na Capital, por ser um mel diferenciado e medicinal", diz. Para Sidoca, criar abelhas é mais rentável do que criar galinhas, os custos são mínimos e não exige muito cuidados, porque a Jandaíra é nativa do campo e ajuda a preservar o meio ambiente.

A extinção dessas espécies causaria um problema ecológico, uma vez que são responsáveis, dependendo do bioma, pela polinização de 80 a 90% das plantas nativas no Brasil.

Mais informações
Rua: 25 de março - 1060
Bairro do Conjunto, Itatira
(88) 8124.6724
Assentamento Santa Terezinha
Itatira - Ceará

Projeto trabalha na preservação de abelhas
Itatira. Conscientes do problema, os técnicos Domingos Sávio, da Emartece de Canindé, e Aníbal Moreira, do Instituto Agropolos do Ceará, trabalham um projeto de preservação e expansão da abelha Jandaíra, nos Sertões de Canindé. Domingos Sávio lembra que o Governo brasileiro, por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente, publicou no Diário Oficial da União, em 17 de agosto de 2004, resolução nº 346 de 06 de julho de 2004, que disciplina a utilização de abelhas silvestres nativas bem como a implementação do meliponário. Para ele, que todas as quartas-feiras visita a região de Itatira para prestar assistência aos criadores de Jandaíra, sabe-se que somente a criação de uma legislação normativa não é suficiente para preservação de espécies da fauna e flora nativa. "É necessário também um programa informativo visando a capacitação e sensibilização, para que os produtores não só sejam conscientizados, mas também sejam capazes de mobilizar e informar aos seus vizinhos sobre os problemas", explica.

O litro do mel de Jandaíra custa R$ 100,00, pela sua raridade na produção. A previsão dos produtores é chegar ao patamar de 100 litros de mel neste ano
"Precisamos criar mecanismos para evitarmos a retirada indiscriminada dessas abelhas da mata. A criação dos meliponídeos deve ser realizada com responsabilidade para evitar a extinção das abelhas e a médio e longo prazo, a extinção desse importante agente polinizador", alerta Domingos Sávio.

Dóceis
"A criação de abelhas sem ferrão tem baixo custo e manejo fácil. Como as espécies são dóceis, não é necessário o uso de roupas e equipamentos de proteção para lidar com elas. Outra vantagem é que a atividade pode ser realizada até em áreas urbanas, como o quintal de uma residência, convivendo com pessoas e animais domésticos, desde que haja vegetação na vizinhança". Essas espécies vivem em colônias compostas por muitas operárias, que são as responsáveis pela construção e manutenção das colmeias, e por uma rainha geradora de ovos, que dão origem a novas abelhas. Os ninhos em geral, são instalados em troncos e galhos de árvores, mas também podem ser encontrados em mourões de cerca, alicerces de construção, cupinzeiros e locais subterrâneos, como formigueiros. Com ou sem ferrão, as abelhas têm uma função importante na natureza. São polinizadoras de plantas, permitindo a floração e a produção de sementes e frutos.

As abelhas são fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois, pela polinização e consequente produção de frutos e sementes, contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. São importantes formadores de renda para as populações rurais e peri-urbanas, pois aumentam e melhoram a produção de frutos, além de possibilitar a comercialização de mel, própolis, pólen e das próprias colônias.

ExtinçãoNo entanto, apesar desse papel como elemento fundamental à sustentabilidade das áreas com vegetação natural, a maioria da população desconhece a existência e a importância das abelhas nativas. E para salvar as abelhas indígenas, o que fazer? Segundo pesquisadores do tema, serão necessárias algumas ações primordiais como: que cada criador brasileiro, com consciência ecológica, crie 60 colônias de uma única espécie de abelha sem ferrão de sua região, para evitar a endogamia; que este processo seja iniciado com as espécies de Melipona de cada região, as mais atacadas por meleiros e as que estão mais próximas da extinção.

ANTÔNIO CARLOS ALVESCOLABORADOR

Livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais"

Prezados colegas,
temos a grata satisfação de anunciar que o livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais" está à venda pela EDUSP:  http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=413445

Este livro é o resultado de pesquisas promovidas pelo Instituto de Estudos Avançados da USP, cujo objetivo do estudo era conhecer a situação dos polinizadores do Brasil, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio; o estudo reuniu, no total, 85 pesquisadores de 36 instituições científicas do país. O volume inicia-se com estudo da conservação de biomas e as síndromes de polinização e polinizadores vertebrados, apresentando uma lista inédita destes, reunida por especialistas brasileiros. Em seguida, os artigos concentram-se nas abelhas, os polinizadores mais manejados para a agricultura. Tratam também de modelagem climática, trazendo um resumo do que se conhece sobre o tema e apresentando três estudos de caso. Por fim, os autores apresentam uma proposta de estratégia de desenvolvimento da área. O livro não esgota o assunto, mas representa uma mobilização da comunidade de estudos sobre abelhas e polinizadores do Brasil em torno do tema.
Atenciosamente,
Os organizadores