terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Meu meliponario urbano



Olá amigos,

Gostei bastante de ter parte de minhas abelhas mais perto no meliponario urbano em Cariacica na Grande vitória. Ali tenho muita planta, e agora também bastante mato devido chuvas recentes. Não vai ser nada fácil para especulação imobiliaria me tirar esta área apesar da incrível valorização recente. Por enquanto é meio que improvisado, mas em breve estará bem produzido e organizado com suportes bacanas. Agora que vi que realmente é possível manter abelhas no espaço urbano, e nem é tão trabalhoso, vou investir para que fique um espaço bem agradável.


Vista parcial do meliponario. No centro e à direita as "caixas capixabas" de isopor 

Esta mondury está com apenas 4 semanas já está com uma bela postura. É a minha primeira divisão da espécie que, alias, muito tem me agradado. Havia ouvido dizer que são um pouco complicadas mas não me parece não. A jovem rainha é moderninha e resolveu inovar fazendo a postura helicoidal. Não sei se por ter ido na conversa da rainha irai, ou se é para tentar bater algum recorde de postura. O fato que realmente está se desenvolvendo muito rapidamente.


As duas matrizes da espécie estão cada vez melhores mesmo uma tendo sido  pouco alimentada na transferência enquanto que a outra não alimentei. Uma, em caixa Fernando Oliveira estava com postura e alimento nas duas alças, assim, este desdobramento sequer necessitou ser alimentado. A outra, em um grande caixotão vertical, não alimentei já que é difícil até de abrir a porta devido à madeira empenada. Quando abri, estava cheia de mel. Fiquei surpreso por ter se mantido com tanto alimento no espaço urbano  





Multipliquei esta colônia a apenas três dias. Foi mais complicado, pois em caixas assim, temos que ficar procurado a postura e os potes atrapalham. Neste caso, os favos nascentes estavam em baixo. Com uma espátula fina fui quebrando os pilares de sustentação até se soltarem dos discos mais verdes. Algumas células acabaram danificadas, assim, retirei as ninfas para não atraírem os forídeos. Mas valeu o trabalho extra  pois consegui levar para nova colônia discos com abelhas eclodindo e vários bebês, ou melhor abelhas aderentes, o que ajuda muito. Agora é torcer para que também este desdobramento finge. Estou acreditando que dará certo, pois ultimamente tenho andado com "mão boa", mantendo o índice de 100 % de aproveitamento em 2012. Só espero que isto se mantenha agora na segunda quinzena de dezembro, quando finalmente poderei realizar os manejos nas uruçus capixaba no meliponario rural.

Jataí, que por incrível que pareça possuo apenas três colônias, fiz um desdobramento que está com rainha em postura e ganhei um enxameamento em isca no próprio meliponario. Como vou espalhar mais isca, espero aumentar um pouco mais o plantel.
As desdobras de mandaçaias neste meliponario foram feitas para as novas caixas de isopor que bolei e estou inciando os testes com ajuda do Julio (Meliponarios Aracruz e Ilha do Mel). Agora  temos um novo parceiro nos testes, que é o experiente Ozenio da agradável Conceição do Castelo, que está esperando apenas que loja de isopor entregue o material. Estamos acreditando muito nestas caixas de isopor revestido. Pretendo em breve preparar uma postagem sobre elas.

Por enquanto foram apenas dois desdobramentos para estas caixas, ambos muito recentes, sendo que nos dois casos a aceitação pelas abelhas por este tipo de moradia foi tranquilo e já existe postura.



  









  

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DESDOBRAMENTO EM CAIXA IMPA QUANDO A POSTURA NOVA ESTÁ EM CIMA

Amigos,

Para se realizar a divisão com caixas modulares IMPA, basta separar o ninho do sobre ninho, sem deixar de observar se o enxame está bem forte, é claro. A parte que está com as abelhas nascendo - favos mais claros - deve ficar no local onde estava a colonia que doará campeiras (pode ser mesma que doou os discos - 1 x1 - ou uma outra - 2 x1)

Teoricamente, não importa onde ficou a rainha; teoricamente. Vejamos:

Se a postura nascente estiver na alça de cima da caixa, será bem mais tranquilo já que ao perceber a abertura da caixa, digo, separação das alças de ninho e sobre ninho, a rainha descerá para a parte de baixo (ninho) como defesa.  Assim, vamos retirar a parte de cima com as abelhas nascendo ou em vias de eclodir, colocaremos em um fundo ou sobre outra alça vazia, conforme a caixa e tampar deixando a divisão no local em que está a caixa doadora de campeiras. Isto é claro, sem esquecer de vedar bem todas as frestas. A caixa doadora de campeiras vai para outro local.

Entretanto, se a postura nova estiver na parte de cima e os discos nascentes estiverem em baixo, a coisa fica um pouco diferente exigindo um manejo mais cuidadoso.  Isto porque teremos que usar a parte de baixo para formar a a nova família e como eu falei antes, apesar de que, em teoria a rainha estaria em cima realizando postura, a tendência natural é que no momento do manejo ela  fuja e se esconda no fundo onde estão os discos novos que originarão a nova família.

Ocorrendo isto estaremos levando para divisão, discos  nascentes, a rainha e uma boa parte das campeiras. A  caixa mãe ficará em uma situação complicada com os discos verdes  que demorarão muito tempo para começarem os "nascimentos" e com poucas campeiras.  Boa parte das campeiras vai morrer de velhas e ainda não terá começado os nascimentos. Com isto, esteremos correndo o risco de perder a mãe.     

Concluindo então, considero que é viável a realização de desdobramento em caixa IMPA, mesmo quando os discos nascentes estão no ninho inferior e o procedimento deverá ser o de manter esta parte no local onde está a caixa-mãe que deverá cuidadosamente levada para outro local, sendo muito importante, neste caso, verificar  onde ficou a rainha, e no caso provável dela ter ficado no desdobramento deverá ser devolvida para a caixa originária. 

Mais cuidado ainda, deverá ser tomado no caso dos desdobramentos 2 x 1, quando uma colônia fornece os discos e uma outra doa as abelhas campeiras, já que colocar a rainha junto de campeiras de outra colônia poderá ser fatal para ela.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012


No dia 09/09 o Jornal do Campo (Tv Gazeta/Globo) vinculou uma reportagem em que mostra a utilização de abelhas nativas na polinização de maçã.

Veja a matéria:

http://globotv.globo.com/tv-gazeta-es/jornal-do-campo-es/v/veja-o-jornal-do-campo-deste-domingo-9/2130384/

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Meliponicultura foi sucesso na GranexpoES

A GranexpoES, o maior evento do agronegócio do ES, e um dos maiores do Brasil, ocorreu de 08 a 12 agosto. A feira foi visitada por mais de 100 mil pessoas que puderam conhecer as abelhas-se-ferrão. A presença de nossas nativas só foi possível graças ao apoio que temos recebido da Federação Capixaba das Associações de Apicultores (FECAPIS) e do SEBRAE. Ficamos muito agradecidos pela oportunidade.

Cinco criadores do Grupo Capixaba Pró - meliponicultura se uniram para montar um meliponario composto de 20 colônias de 8 espécies e se revesaram para dar conta da grande demanda já que o público     ficou realmente encantado com nossas abelhas silvestres.

O sucesso foi tanto, que em determinados momentos, mesmo tendo cinco e até mesmo seis pessoas atendendo aos visitantes simultaneamente,  havia gente esperando alguém desocupar para poder conversar ou degustar o mel


Apesar de que o  nosso interesse maior era o dar uma maior visibilidade para  a meliponicultura, até porque a maioria dos meliponicultores não possui neste ano um plantel  que permita a realização de negócios, muitos nos procuravam desejando adquirir colônias e mel. Isto foi muito bom, pois assim, ficou claro o potencial da meliponicultura como negócio. Isto fez o SEBRAE ratificar o apoio para o desenvolvimento da atividade. O  coordenador de apicultura da instituição, Adriano Matos Rodrigues, afirmou que para a próxima feira destinará um espaço maior para a meliponicultura e que oferecerá uma melhor estrutura, inclusive com a contratação de paisagismo.

As abelhas não se fizeram de rogadas e saíram sem timidez a voar nas imediações do meliponario. O destaque foi uma colônia de uruçu capixaba que descobriu uma boa florada e ficou num movimento intenso. As abelhas entravam recobertas de pólen e não se cansavam de posar para os fotógrafos.

Convidamos o biólogo José Lúcio que a 10 anos vem trabalhando em um eucalipto especial para abelhas.  Floresce quando ainda é  uma pequena muda e segundo o produtor, permanece florido durante praticamento todo o ano. Pudemos comprovar a eficiência da planta que só de se observar as flores, já se percebe a fartura de néctar. Em pouco tempo já estavam sendo visitas pelas nossas abelhas. Pude ver uruçu amarelas, mandaçaias e também jataí nas flores. Milhares de mudas foram encomendadas.


 Foi Grande o interesse do público

 João Caniçali, marcelino (Meliponario Neblina) João Luiz (Melip. Capixaba) 

 Julio (Meliponario Aracruz) Marcelino (Meliponario Neblina), Adriana e Artur (Meliponario Capixaba)

Artur e Adriana (Meliponario Capixaba) observando visitante

 
Stand da Federação Capixaba das Associações de  Apicultores (FECAPIS)

Meliponicultura atraindo a atenção das crianças 


Eu, João Luiz (Meliponario Capixaba)



 Os visitantes puderam degustar mel das abelhas-sem-ferrão 

 Visitante fascinado com as abelhas

 Marcelino (Meliponario Neblina) atendendo visitantes


A curiosidade do publico foi grande, mas fomos incansáveis 


mandaçaias, jatai, irai, capixaba, uruçu amarela, moça branca, Marginata, e diferentes mirins foram expostas













   

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eucalipto de Floração Permanente

Em fevereiro divulgamos o trabalho do Sr. José Lucio Batista que está desenvolvendo um eucalipto especial para as abelhas. Dependendo do clima e da geografia de onde for plantado, fica florido durante todo o ano.


Desde então, tenho recebido menssagens perguntando como comprar esta nova espécie. Ainda não sei quando estará disponível, mas não deve demorar muito. Vou procurar ficar em contato com ele e não deixarei de divulgar.


Ele me informou que continua produzindo mudas. Segundo esclareceu, um pequeno jardim clonal foi plantado agora em janeiro de 2012 e já está abrindo flor a algum tempo.
O mesmo clone  foi plantado na sacola (2 mudas) no mês de fevereiro e já está em flôr e com novos botões florais. Isso consideranado que ele deixa essas mudas passarem por todas as deficiências, tanto minerais quanto Hídricas.


Segundo o produtor, eucalíptos que foram plantados a uma altitude acima de 500 metros ficam floridos durante mais 7 meses ininterruptos e depois de uma interrpção de apenas dois meses a florada retorna. Já árvores estão em áreas mais baixas, como é o caso  de Santa Leopoldina - ES, nunca pararam de produzir flôr ao longo de 10 anos ( sendo o mesmo clone - mono clonal)

Abaixo algumas fotos de mudas, inclusive uma com apenas 15 cm de altura já com botões florais. 








terça-feira, 31 de julho de 2012

Caixas alternativas para abelhas - sem - ferrão



Sempre procuramos uma caixa eficiente e de custo acessível. Vários meliponicultores estão pesquisando alternativas econômicas e duradouras para substituir a madeira, sem deixar de oferecer conforto e segurança para as abelhas.

Barro, cimento convencional, cimento aerado, polietileno, isopor estão sendo testados.Até peças de eletrônicos, sobras de diferente materiais ou conjunto de materiais podem ser incluídos na construção de caixas quando misturados ao cimento. 

Vamos aqui falar três experiências distintas vindas de diferentes regiões:

A primeira, vem de Pilar do Sul - São Paulo. O meliponicultor Nilton Brisola buscou construir uma caixa com a máxima redução custo e reaproveitando materiais. Utilizando baldes de gordura vegetal como fôrma, mais cimento e vermiculita ele construiu colmeias. 

Para tanto, bastou cortar o balde cônico,utilizando a parte de cima, mais larga para servir como a parte externa da forma  e a parte inferior, mais estreita, como a parte interna. Pode-se também usar baldes distintos com diferentes larguras dependendo da espessura que se deseje para as paredes das colmeias.

A parte interna ele corta com 14 cm e parte externa com 12 cm. Depois de colocar a parte interna sobre um pedaço de papel, basta depositar uma camada de  2 cm de cimento sobre este papel para fazer o fundo, em seguida coloca a parte externa e enche o meio o meio de cimento para fazer a parede. Segundo ele, com boa vontade e criatividade  logo se chega  ao objetivo.


  





Uma outra maneira de se construir caixas alternativas às de madeira, vem sido utilizada por Valdemar Schmidt em Santa Catarina. Ele utiliza uma mistura de 3 partes de isopor em grãos para uma parte de cimento comum  mais um pouco de água e mexe até formar uma massa dura que servirá de enchimento das formas que faz de madeira. Depois de seco passa uma nata de cimento para dar mais resistência

Para uma melhor aceitação por parte das abelhas, imagino que deva ser interessante também, um banho com cera de ápis derretida ou também aplicação de verniz ecológico preparado com o geoprópolis das abelhas nativas.








Já em Raposos -  Minas Gerais - José Geraldo Araujo, a exemplo do Eurico Novy (no topo deste blog há um botão para a pagina caixa novy),  adotou o cimento aerado que é o resultado da mistura de cimento, água com um aditivo como o ESPUMOGEN. Estes elementos são agitados em betoneira ou mesmo improvisando com uma máquina de furar até se criar uma espuma que depois de depositados nas formas. O resultado é um material muito leve e que isola muito bem o calor e os ruídos.

José Geraldo optou por simplificar as caixas já que as novy são multo complexas, segundo palavras do José Geraldo, quase que obras de arte.

Ele utiliza tubos de PVC de diferentes tamanhos como formas, conforme o tamanho da caixa que deseja fazer para as mais diferentes espécies de abelhas. Como fundo do sobre ninho e melgueira utiliza acrílicos destes dos boxes de banheiros.




Mostramos aqui um pouco do que se tem feito pelo Brasil afora. Mas muito mais ações estão acontecendo.
É possível misturar as idéias e desenvolver diferentes experiências a partir do que já foi feito. Mas nunca se esqueça que mais importante são as abelhas. Se com determinado experiemento as colônias estiverem  enfraquecendo, troque para outra caixa e depois verifique se foi a caixa experiemental ou algum fator externo.

Caso você esteja tenha desenvolvido algum projeto no gênero, e a exemplo dos meliponicultores citados quiser optar por compartilhar, o Meliponario Capixaba faz questão de  mostrar. Entre em contato.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meliponicultura presente na 36ª GranexpoES


A meliponicultura ganhou uma boa oportunidade de divulgação:
Com o apoio do Sebrae e Rede Apis, os meliponicultores terão um espaço no mesmo stand destinado aos apicultores.

O Grupo Capixaba Pró – Meliponicultura vai levar caixas IMPA, Novy e também estilizadas com diferentes espécies de abelhas sem ferrão. Pretendemos ainda distribuir cartilhas de divulgação da atividade e também material de pesquisa que poderá ser consultado. Pretendemos ainda exibir vídeos.

Estamos vendo este momento mais como uma oportunidade de divulgação e de conseguir mais adeptos.  Não existe um interesse maior na realização de negócios, até porque não ainda temos por aqui uma expressiva quantidade de colônias e de mel para isto.  

Outro fator importante na participação no evento, é que nestas oportunidades ficamos conhecendo criadores que estão dispersos pelo Espírito Santo e uma maior integração fundamental para o desenvolvimento da atividade.

A GranExpoES é o maior e mais tradicional evento de negócio rural do Espírito Santo e um dos maiores do setor agropecuário no país, com mais de 100 mil visitantes anualmente e lugar cativo no coração dos capixabas da capital e do interior.

A programação da GranExpoES 2012 conta com atrações diversificadas que atendem às expectativas dos mais variados públicos. No evento, é possível fazer negócios, ampliar os conhecimentos técnico-científicos relacionados às cadeias produtivas do Espírito Santo e ainda desfrutar de diversão e entretenimento variados. Além dos tradicionais leilões, Exposição Estadual Agropecuária, Concurso Leiteiro, Feira Náutica e Feira de Máquinas, a GranExpoES traz também atividades lúdico-educativas para crianças e adolescentes na Rota Geração Futura. Tem ainda Feira dos Municípios, Festival da Cultura Capixaba, Espaço Gourmet e muito mais. Saiba mais sobre cada uma das atrações pelo site do evento:

terça-feira, 10 de julho de 2012

Conversando com Cappas

João Pedro Cappas e Souza é um grande estudioso de renome internacional que desde muito jovem pesquisa os insetos sociais. Em 1998 inaugurou em Portugal, sua terra natal, um museu vivo sobre estes animais: trata-se do Cappas insectozzo onde ensina sobre o tema.

Apesar de não ser brasileiro, conhece profundamente as nossas abelhas nativas, sendo uma grande referência para a meliponicultura brasileira. Quando está por aqui suas palestras contam com a presença de muitos meliponicultores sempre ansiosos para conhece-lo. Cappas estuda nossas abelhas nativas desde l975, tendo descorberto importantes detalhes sobre as sociedades das abelhas, tais como a existência de obreiras rainhas e as comunidades de colônias.

Ele está sempre disponibilizando o seu saber através do Grupo Abena. onde explica onde sobre a complexa organização dos meliponineos, anatomia, castas, feromônios e muitos outros temas apaixonantes. Assim, podemos vamos entendendo mais sobre as meliponas e por consequência, melhorando nossos manejos.

Pensando em disponibilizar estas informações, venho arquivado alguns destes diálogos do mestre Cappas que irei publicar neste blog. Para facilitar consultas as postagens serão publicadas sob um mesmo título: "Conversando com Cappas"; seguido de um sub-título que sirva de tematização do assunto. É claro que não deixarei de pedir a ele que envie mais informações complementares.


Para começar segue uma colaboração recente onde ele narra como descobriu de forma impírica uma maneira de combater as temidas abelhas iratins, notóreas saqueadoras da abelhas que criamos:  Fiquem então com as palavras do mestre:
 


"Vamos então ao método :

O meliponicultor Rotta , fuma paieiros … e  tem um condomínio de Plebeias nigriceps com muitas colónias na sua casa. Influenciado pelo Ben Hur Paludo nasceu neste homem gaúcho o gosto por criar essas abelhas pequenas.
No ano passado o as suas colónias foram invadidas pelas famosas iratins , estas entram nas colmeias e esta Plebeia tal com a remota e outras Plebeias ficam sem acção e se isolam a um canto deixando as ladras fazerem o seu roubo.

Rotta com o seu cigarro paiero  observava essas pilhagens , tentou afastar as Iratins com o bafo do fumo e as Iratins desistiram de seus ataques . Um acaso …

As grandes descobertas surgem e nascem de pessoas leigas …pequenas coisas viram fenómenos estrondosos …

O meliponicultor Rotta tem uma adoração enorme pelas suas Plebeias nigriceps que não abre as colmeias … pois não as quer molestar .
Eu quando estive na casa dele ainda ele recusava abrir qualquer das suas colmeias … nem á lei da bala ele abre as colmeias rsrsrsrsrsrsr

Ele percebeu que o fumo afugentava as Iratins …

O meu Amigo Ben Hur Paludo este ano viu uma colmeia de Plebeia droryanas  a ser pilhada pelas Iratins e chamou o Rotta que veio com os seus cigarros …
Paludo viu um monte de droryanas decapitadas no chão da casa dele .. percebeu que tinha a visita das limão.  Matou algumas , mas a colmeia estava cheia de abelhas as Iratins e as droryanas … se escondiam as duas , difícil  catar as iratins …

Então chegou o Rotta , preparam os paieiros e abriram a caixa e deitaram o fumo dentro …   as Iratins abortaram logo o ataque e saíram em correria , elas libertaram o grito de retirada …
Paludo colocou um garrafa Pet na boca da colmeia droryana e esta ficou cheia de Iratins , umas 600.

O facto curioso é que quando as Iratins batiam a retirada as droryanas despertaram da sua letargia e começaram a atacar as pilhadoras.  
Ora como as Plebeias saíram da letargia isto indica que a arma química das Limão foi inutilizada.

O Cappas já viu ataques de iratins a Plebeias e sabe que basta uma limão para estas entrarem em letargia , pois os Feromonas das Plebeias ficam apagados com o Desodorizante Apaziguador das Iratins ( isso já Cappas publicou ).  O único elo que sobra nas Plebeias quando existe o  feromona a Limão é a ligação rainha mãe e obreiras nas Plebeias , por isso elas se juntam a um canto e levantam uma parede de batume . Assim emparedadas esperam pelo final do ataque para depois poderem despertar .

Então o Cappas ao falar com os dois Meliponicultores percebeu que o fumo de paieiro neutraliza o ataque químico das Iratins colocando estas em fuga e desarmadas .

Nenhuma Plebeia sofreu com o fumo … só as Iratins saíram em debandada coisa que as Plebeias não fizeram . Assim se separa as abelhas… um método pratico …

As Iratins sofreram um banho de pó branco e foram libertadas …

As Iratins catadas manualmente pelo Paludo , levaram um banho de pó e foram soltas … mas tenham cuidado pois umas brancas voltaram para a colmeia alvo de saque …

Paieiro é um cigarro de folha de milho com fumo de corda  no seu interior.

Agora convido a todos do Abena a usar este fumo nas suas abelhas alvo a ser pilhadas pelas Iratins . Podem também usar quando as  Apis são atacadas … e depois escreverem no abena se a coisa resultou , pois só se sabe que em Plebeia dá resultado. Vamos ver se resulta com outros Meliponíneos ."

Cappas






terça-feira, 26 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pasto para melipona: Ipê-de-jardim - Tecoma Stans

Ipê de jardim (Tecoma Stans)  não é muito citada dentre as plantas indicadas para formação de um pasto para nossas meliponas. Este esquecimento é uma injustiça pois tenho visto uma ótima visitação nestas plantas em meu meliponario urbano, mesmo com diversas plantas de maior fama também estarem floridas. É o caso das jabuticabeiras, pés de pitanga, amor agarradinho e jambo para citar apenas algumas.

Existe vários nomes populares para a espécie: Ipê-amarelo - de jardim, ipêzinho - de - jardim, bignônia-amarela, sinos-amarelos, ipê-mirim, guarã-guarã,  carobinha e  amarelinho dentre outros. Trata-se de uma planta perene e exótica, originária do México e sul dos Estados Unidos.

Apesar de ser uma boa opção para os meliponarios urbanos por oferecer uma floração farta durante quase todo o ano, inclusive durante o inverno, deve-se ter cautela na utilização nos meliponarios rurais, já que é considerada uma planta invasora que pode vir a atrapalhar a recuperação de áreas  pois é capaz de produzir muitas sementes férteis que são aladas. Além disso, é uma planta de crescimento rápido e que se espalha muito formando aglomerados que abafam a vegetação nativa.

O ipê - de - jardim é uma pequena árvore que alcança até seis metros e apresenta folhas de bordas serrilhadas e flores amarelas em forma de sino, muito parecidas com as flores do ipê amarelo. Trata-se de uma planta rústica que gosta de sol pleno e de solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. Prefere clima mais quente, entretanto, e tolerante às geadas. Pode ser multiplicado por sementes e por estaquia.










Cidades podem salvar os insetos polinizadores

Cidades podem salvar os insetos polinizadores

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais

15 de junho de 2012

Fonte: portaldaeducação.com.br


Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Uma equipe de pesquisadores vasculhou 12 cidades da Grã-Bretanha para fornecer o número de insetos polinizadores – como abelhas, borboletas, besouros e moscas – que podem ser encontrados nas áreas urbanas.

Além dos centros urbanos, a pesquisa também foi feita em 12 habitats agrícolas e em 12 reservas naturais. Tudo isso para descobrir onde os insetos estão escolhendo viver, e como são as condições de cada lugar.

Por incrível que pareça, por mais que a expansão urbana tenha sido associada à diminuição dos animais selvagens, os pesquisadores suspeitam que as cidades ofereçam um improvável paraíso para esses insetos essenciais. Parece coisa do filme Vida de Inseto, não?

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais. E os jardineiros ajudam muito nesses locais. Ruas residenciais de Bristol, na Inglaterra, são um exemplo disso. Lá, existem conjuntos ecléticos de plantas, cuidadosamente plantadas e cuidadas, livres de ervas daninhas – e com isso, vêm uma abundância de insetos zumbindo e polinizando.

Nas cidades, também há uma maior diversidade de flores. É como se muitos habitats pudessem ser encontrados no mesmo lugar – um banquete para os insetos.

Já os habitats agrícolas podem deixar os polinizadores famintos em algumas situações. Quando eles chegam em abundância, as flores são disputadas, e há poucas para cada um. Em reservas naturais, a escolha da planta pode ser limitada também, sem tanta diversidade e abundância quanto nas cidades.

80% das espécies de plantas britânicas dependem da polinização de insetos. Mas tem havido um declínio dramático no número de polinizadores nos últimos anos, o que tem sido associado com mudanças ambientais, pragas e doenças.

Uma espécie que tem sido particularmente atingida é a abelha. Nas últimas décadas, o número de apicultores tem diminuído na Grã-Bretanha e o número de colméias também. Com isso, podem não haver polinizadores suficientes para as plantas. Mas o número de apicultores urbanos tem crescido nos últimos tempos, visto os benefícios que elas trazem ao ambiente urbano.

Descobrir onde os insetos polinizadores vivem com qualidade pode ajudar a aumentar o número deles. Se eles estão bem nas cidades, muito pode ser feito para que as selvas de concreto se tornem ainda mais atraentes para esses insetos vitais.

Se os pesquisadores descobrirem o que está limitando a vida dos insetos nas cidades, será possível consertar isso, acrescentando ainda mais alimentos e recursos. Se todos fizerem a sua parte, as cidades podem ser ainda mais habitadas pelos insetos, que tão importantes para a vida das plantas, que são tão importantes para nós. Todos ganham!
Fonte: hypescience.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Produzindo Mel de Jandíra

Mesmo com a seca que assola municípios do interior, criadores de abelha encontram saída para sustentar família
Itatira. A busca da harmonia entre as atividades econômicas e a preservação dos recursos naturais demanda ações bastante abrangentes, exigindo uma ampla ação cooperativa multidisciplinar. Isso mostra o quanto o homem sertanejo encontra saídas para o convívio com a seca. Mesmo em situações adversas, agricultores deixaram para trás a enxada e as sementes e deram início a outro meio de vida.

Produtores de Itatira observam as abelhas no trabalho das colmeias Fotos: Antônio Carlos AlvesPai e filho estão dando exemplos de criatividade no Município de Itatira. A criação de abelhas sem ferrão. A primeira colheita de mel de Jandaíra na localidade de Arisco - São José, a cinco quilômetros da sede de Itatira, é como um " trabalho de parto". Até o pote ficar cheio, zelo extremo com a higiene e cria. Os criadores chegam a ouvir e conversar com as abelhas. A produção de mel, além dos benefícios para a saúde e ao meio ambiente, está transformando a vida de agricultores familiares da região serrana. Francisco Sousa Loiola, de 62 anos, e Milton Carlos Cabral Loiola, de 36 anos, estão entre os maiores criadores de abelhas nativas, abelhas sem ferrão ou indígenas do Estado do Ceará.

Numa área protegida por alpendres cobertos com telhas, estão instaladas 81 colmeias de Jandaíra, três de Cupira e uma de Tuíba, abelhas que vivem em regiões protegidas dos ataques do homem e da degradação ambiental. Para se ter uma ideia da preservação dos criadores de Arisco, é que os cortiços são feitos de troncos de árvores perdidos no meio da caatinga e reaproveitados para moradas das abelhas nativas. "São pedaços de madeira tirados do meio ambiente e transformados em espaços para abrigar as Jandaíras", frisa Milton Carlos.

Segundo Francisco Sousa, quando o inverno é bom dá para se colher entre um e dois litros de mel de Jandaíra por ano. "Com essa seca, uma das maiores da história do Nordeste, iremos produzir em torno de um litro e meio por cada colmeia. É um negócio rentável. Cada litro custa hoje R$ 100,00", explica. A previsão é de produção de 100 litros de mel.

O filho, Milton Carlos, diz que a criação das abelhas nativas mudou o seu conceito em relação ao meio ambiente. "Antes eu não tinha muito interesse por esse negócio de preservar a natureza. Hoje vejo outra realidade e o que é mais importante, consigo repassar para meus amigos a importância desse processo para a preservação das espécies", frisa.

Além da Jandaíra, Milton Carlos cria três colmeias de Cupira, que produz dois litros de mel por ano a preço de R$ 25,00 e uma Tuíba, que garante um litro e meio ano do produto que custa R$ 30,00. "Toda a nossa produção já está encomendada para a Capital cearense. Vendemos para empresários da região do Centro de Abastecimento da Ceasa", diz.

Outro que cria Jandaíra é João Batista dos Santos, de 46 anos, conhecido em Itatira por Sidoca e que mora há 819 metros acima do nível do mar. Há dois anos entrou no ramo e já conta com dez colmeias, chamados também de cortiços. "É um negócio em expansão e multiplicação. De um enxame estou fazendo dois". De acordo com o produtor, quando a flora é boa a produção chega de 1 a 2 litros - ano. "Nossa região é rica em marmeleiro, retirina, flor do feijão, cabeça branco, arapiraca, grinalda, entre outros, as plantas que auxiliam na fabricação do mel".

"Tudo que estiver pronto para comercialização será levado em julho para a Expoece em Fortaleza. O produto é muito apreciado na Capital, por ser um mel diferenciado e medicinal", diz. Para Sidoca, criar abelhas é mais rentável do que criar galinhas, os custos são mínimos e não exige muito cuidados, porque a Jandaíra é nativa do campo e ajuda a preservar o meio ambiente.

A extinção dessas espécies causaria um problema ecológico, uma vez que são responsáveis, dependendo do bioma, pela polinização de 80 a 90% das plantas nativas no Brasil.

Mais informações
Rua: 25 de março - 1060
Bairro do Conjunto, Itatira
(88) 8124.6724
Assentamento Santa Terezinha
Itatira - Ceará

Projeto trabalha na preservação de abelhas
Itatira. Conscientes do problema, os técnicos Domingos Sávio, da Emartece de Canindé, e Aníbal Moreira, do Instituto Agropolos do Ceará, trabalham um projeto de preservação e expansão da abelha Jandaíra, nos Sertões de Canindé. Domingos Sávio lembra que o Governo brasileiro, por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente, publicou no Diário Oficial da União, em 17 de agosto de 2004, resolução nº 346 de 06 de julho de 2004, que disciplina a utilização de abelhas silvestres nativas bem como a implementação do meliponário. Para ele, que todas as quartas-feiras visita a região de Itatira para prestar assistência aos criadores de Jandaíra, sabe-se que somente a criação de uma legislação normativa não é suficiente para preservação de espécies da fauna e flora nativa. "É necessário também um programa informativo visando a capacitação e sensibilização, para que os produtores não só sejam conscientizados, mas também sejam capazes de mobilizar e informar aos seus vizinhos sobre os problemas", explica.

O litro do mel de Jandaíra custa R$ 100,00, pela sua raridade na produção. A previsão dos produtores é chegar ao patamar de 100 litros de mel neste ano
"Precisamos criar mecanismos para evitarmos a retirada indiscriminada dessas abelhas da mata. A criação dos meliponídeos deve ser realizada com responsabilidade para evitar a extinção das abelhas e a médio e longo prazo, a extinção desse importante agente polinizador", alerta Domingos Sávio.

Dóceis
"A criação de abelhas sem ferrão tem baixo custo e manejo fácil. Como as espécies são dóceis, não é necessário o uso de roupas e equipamentos de proteção para lidar com elas. Outra vantagem é que a atividade pode ser realizada até em áreas urbanas, como o quintal de uma residência, convivendo com pessoas e animais domésticos, desde que haja vegetação na vizinhança". Essas espécies vivem em colônias compostas por muitas operárias, que são as responsáveis pela construção e manutenção das colmeias, e por uma rainha geradora de ovos, que dão origem a novas abelhas. Os ninhos em geral, são instalados em troncos e galhos de árvores, mas também podem ser encontrados em mourões de cerca, alicerces de construção, cupinzeiros e locais subterrâneos, como formigueiros. Com ou sem ferrão, as abelhas têm uma função importante na natureza. São polinizadoras de plantas, permitindo a floração e a produção de sementes e frutos.

As abelhas são fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois, pela polinização e consequente produção de frutos e sementes, contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. São importantes formadores de renda para as populações rurais e peri-urbanas, pois aumentam e melhoram a produção de frutos, além de possibilitar a comercialização de mel, própolis, pólen e das próprias colônias.

ExtinçãoNo entanto, apesar desse papel como elemento fundamental à sustentabilidade das áreas com vegetação natural, a maioria da população desconhece a existência e a importância das abelhas nativas. E para salvar as abelhas indígenas, o que fazer? Segundo pesquisadores do tema, serão necessárias algumas ações primordiais como: que cada criador brasileiro, com consciência ecológica, crie 60 colônias de uma única espécie de abelha sem ferrão de sua região, para evitar a endogamia; que este processo seja iniciado com as espécies de Melipona de cada região, as mais atacadas por meleiros e as que estão mais próximas da extinção.

ANTÔNIO CARLOS ALVESCOLABORADOR

Livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais"

Prezados colegas,
temos a grata satisfação de anunciar que o livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais" está à venda pela EDUSP:  http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=413445

Este livro é o resultado de pesquisas promovidas pelo Instituto de Estudos Avançados da USP, cujo objetivo do estudo era conhecer a situação dos polinizadores do Brasil, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio; o estudo reuniu, no total, 85 pesquisadores de 36 instituições científicas do país. O volume inicia-se com estudo da conservação de biomas e as síndromes de polinização e polinizadores vertebrados, apresentando uma lista inédita destes, reunida por especialistas brasileiros. Em seguida, os artigos concentram-se nas abelhas, os polinizadores mais manejados para a agricultura. Tratam também de modelagem climática, trazendo um resumo do que se conhece sobre o tema e apresentando três estudos de caso. Por fim, os autores apresentam uma proposta de estratégia de desenvolvimento da área. O livro não esgota o assunto, mas representa uma mobilização da comunidade de estudos sobre abelhas e polinizadores do Brasil em torno do tema.
Atenciosamente,
Os organizadores

terça-feira, 22 de maio de 2012

Manual Tecnológico - Mel de Abelhas em Ferrão.

O ISPN, no âmbito do projeto FLORELOS, com o apoio da União Européia, lançou a terceira publicação da série, Manuais Tecnológicos, que foi iniciada com dois importantes símbolos vegetais para a agricultura familiar e a conservação dos ambientes naturais do Cerrado brasileiro, o Pequi (Caryocar brasiliense) e o Baru (Dipteryx alata).
O terceiro volume é dedicado à importância que as abelhas nativas sem ferrão oferecem à renda das famílias de agricultores e, principalmente, à manutenção das espécies nativas.
O Manual Tecnológico Mel de Abelhas sem Ferrão foi produzido a partir do conhecimento das famílias de agricultores, povos e comunidades tradicionais e o desenvolvimento de pesquisadores, que optaram por realizar sua pesquisa-ação, para o benefício direto aos produtores familiares e, consequentemente, à rica fauna nativa das abelhas sem ferrão.

Este manual foi organizado pelo meliponicultor Jerônimo Villas Bôas, atuante companheiro,  reside atualmente na Paraíba e desenvolve projetos ambientais pelo Brasil, inclusive no Espírito Santo, onde está em vias de implantar um projeto de meliponicultura junto às aldéias indíginas de Aracruz.

Quando se visualiza o título do ótimo trabalho que aqui apresentamos a impressão é de que se trata de material específico sobre o mel de meliponas, mas ao abrir, observa-se que se trata de um trabalho que trata de diferentes temas, com espécies manejos, caixas... enfim, trata da meliponicultura como um todo. As belissímas fotografias são um deleite.

Parabéns Jerônimo, você preparou um maravilhoso trabalho.  

Abaixo postamos atalho para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre o Instituto Sociedade, Populaçao e Natureza e também,  é claro, para o manual. Boa leitura.




http://www.ispn.org.br/categoria/editais-e-documentos/publicacoes/


 

Para acessar o manual clique no link abaixo:
www.ispn.org.br/arquivos/mel008_31.pdf

Para acessar a página do Instituto Sociedade, População e Natureza:

http://www.ispn.org.br/



Congresso conscientiza sobre importância da polinização


21 de maio de 2012

Pesquisas da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) envolvendo abelhas sem ferrão serão apresentadas no 19º Congresso Brasileiro de Apicultura e 5º Congresso Brasileiro de Meliponicultura, que se inicia nesta terça-feira (22), em Gramado. Além de trabalhos e palestras sobre tema, haverá duas clínicas tecnológicas dirigidas a produtores sobre boas práticas agrícolas envolvendo a polinização.
Um meliponário, com mais de 40 colméias de abelhas sem ferrão, será instalado no local pela Emater, com apoio técnico da pesquisadora Sídia Witter, da Fepagro, que integra a comissão organizadora dos eventos. As colméias do meliponário foram obtidas junto a pequenos produtores da região. A intenção do projeto é promover a conscientização popular sobre a importância das abelhas nativas e da polinização.
A Fepagro disponibilizará também duas clínicas tecnológicas direcionadas aos produtores. Numa delas, boas práticas agrícolas para a manutenção de polinizadores serão demonstradas numa maquete de propriedade rural, enquanto na outra, serão fornecidas orientações sobre abelhas sem ferrão em ambiente natural.
- Os eventos vão reunir especialistas de várias áreas, tanto relacionados a Apis mellifera (abelha comum) quando às diversas espécies de abelhas sem ferrão.É uma oportunidade ímpar para aprender, não só com os demais pesquisadores, quanto com os produtores e agricultores presentes -  comenta Sídia.
Serão apresentados trabalhos sobre as pesquisa de monitoramento da polinização da canola, da qual faz parte a Fepagro, em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica (Pucrs) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS); e sobre um estudo envolvendo a produção de mel branco, em Cambará do Sul. O projeto da canola tem apoio das Organizações das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o do mel branco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Além disso, Sídia participa de um simpósio sobre a meliponicultura brasileira, na tarde de sexta-feira (25). Os congressos são promovidos pela Confederação Brasileira de Apicultura e Federação Gaúcha de Apicultura. Mais informações podem ser obtidas no site do evento:www.conbrapi.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Abelhas têm ideias abstratas como os mamíferos, diz estudo

As abelhas são capazes de levar em consideração as relações entre objetos, assim como conceitos abstratos – um privilégio que se acreditava reservado a cérebros como o dos mamíferos -, revela um estudo do Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS). O fato de as abelhas poderem utilizar simultaneamente duas ideias abstratas é um resultado “completamente inesperado” que põe abaixo o pressuposto de que “a elaboração de um saber conceitual” necessita de um cérebro do tamanho do dos mamíferos, como o ser humano, destacam os cientistas neste estudo, publicado pela revista americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).
Em sua vida cotidiana, o ser humano utiliza os conceitos que relacionam objetos diferentes através de sistemas do tipo: “igual”, “diferente”, “maior”, “acima de”.
A equipe do professor Martin Giurfa (CNRS), da Universidade Toulouse III Paul Sabatier, demonstrou que as abelhas também eram “capazes de gerar e depois manipular conceitos para ter acesso a uma fonte de alimento”. “O notório”, disse o professor, ouvido por telefone, “é que podem, inclusive, utilizar dois conceitos diferentes para tomar uma decisão, ante a uma situação nova”.
As abelhas demonstraram que podem conseguir água com açúcar (a sua recompensa) ou a um líquido azedo (castigo) mediante dois orifícios colocados entre imagens que variavam de posição. Se serviam para isso das noções “acima de” ou “ao lado de”, que associavam com o prêmio ou a punição. “Ao final de 30 tentativas, as abelhas passavam a reconhecer, sem equívocos, a relação que as guiaria para a água açucarada”, mesmo “quando eram utilizadas imagens que não viram nunca”, explicou o professor Giurfa.
Segundo os cientistas, a experiência pôs em destaque que as abelhas ignoravam os estímulos realizados com imagens idênticas, “demonstrando que, além dos conceitos ‘acima, abaixo e ao lado’ manipulavam simultaneamente o de ‘diferença’ para tomar sua decisão”. “Esta capacidade, que se acreditava própria dos seres humanos e de alguns primatas, demonstra que as análises cognitivas sofisticadas são possíveis, na ausência de linguagem, apesar de uma arquitetura neural em miniatura”, concluíram. Essa investigação, assegura o CNRS em comunicado, “questiona muitas teorias em âmbitos como a cognição animal, a psicologia humana, as neurociências e a inteligência artificial”. (Fonte: Portal Terra)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Forideos

Amigos,

Desta vez tremi nas bases: Uma poderosa matriz de capixabas que escorria muita umidade, caiu e  rolou uns dois metros porque a umidade podreceu a base da caixa.

Como a caixa estava muito bem soldada  de geoprópólis ela não desmontou, senão seria fatal. Ao colocar a caixa no local, surgiu uma quantidade incrível de forídeos. Eram dezenas andando nas paredes e voando em torno. Como elas não conseguiam entrar devido a grande força e população de abelhas, optei por não abrir pois pensei que aí então com mais cheiro o ataque seria insuperável.

Primeiro coloquei três iscas externas de vinagre, que não solucionaria pois eram centenas. Daí, me lembrei de uma isca pega - mosca que comprei já faz um tempo, fabricada para controle biológico de pragas. Trata-se de peças de plástico colorido com as cores atrativas para as moscas que se deseja combater e impregnadas com uma cola adesiva em ambas as faces.
  
Daí o alívio. Pendurei  três em volta da caixa. Como as abelhas entram direto na caixa, então elas não caem nas armadilhas. Até porque, observei que elas desviam daquela coisa amarela, enquanto que os forídeos ao contrário, pousam para observar e esperar o momento do bote. Eles ficam voando em zigue -zigue em torno da caixa acabavam por cair na armadilha. Depois então que coloquei umas gotinhas de vinagre nas armadilhas é eles para elas mesmo.

 No segundo dia havia mais de sessenta forídeos agarrados em cada um dos pega - moscas fora os muitos que cairam nos potinhos com vinagre. A quantidade pousada na caixa já havia reduzido bastante. Assim, retirei o vinagre, para não "chamar" mais forídeos, permanecendo apenas o os pega-mosca.

No terceiro dia acabou a força do ataque com poucos rondando a área. Os pegas moscas ficaram lotados de forídeos grudados. Tentei uma contagem em apenas uma das faces de um deles. Havia um coisa perto cem maleditos grudados. Imaginem então que eram três, dupla face. Quanto às abelhas, apenas quatro em três dias  pousaram no pega mosca. Bastou puxar que se soltaram e saíram voando.

Estas fotos foram feitas pouco tempo depois da instalação. Mesmo assim podem observar a grande quantidade de forídeos capturados. Os pontos mais claros, são os forídeos que estão agarrados no outro lado. Depois de três dias a quantidade destes monstrinhos era muito maior. As armadilhas ficaram cheias.


Para os que se interessarem segue o contato com o fabricante: biocontrole@biocontrole.com.br



      





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fonte G1.com
 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/abelhas-usam-propolis-para-fazer-automedicacao.html
02/04/2012 08h00 - Atualizado em 02/04/2012 08h00

Abelhas usam própolis para fazer automedicação

Substância tem propriedades contra fungos e bactérias.
Descoberta pode ter aplicação na apicultura.

Do Globo Natureza, em São Paulo
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O própolis na natureza é esta resina amarelada que aparece na imagem (Foto: Divulgação)O própolis na natureza é esta resina amarelada
que aparece na imagem (Foto: Divulgação)
Se você toma própolis ao menor sinal de dor de garganta, saiba que está usando este produto da forma correta, do ponto de vista das abelhas. Um estudo publicado recentemente mostra que os insetos usam o própolis em uma forma de automedicação.
O própolis é uma mistura de cera com resinas de plantas, que é produzido normalmente por abelhas – selvagens ou domesticadas – e tem propriedades que protegem a colmeia de fungos e bactérias.
A pesquisa da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, publicada pela revista científica “PLoS One” mostra que a produção da substância aumenta em média 45% quando a colmeia é atingida por um tipo de fungo parasita.
Se o fungo é de um tipo que não oferece perigo às abelhas, a produção de própolis continua normal. Além disto, as larvas infectadas pelo fungo são retiradas da colmeia, mais um sinal do cuidado que as abelhas têm com a saúde da comunidade.
A automedicação, no entanto, tem seus limites. Quando alguma bactéria infecta a colmeia, o aumento na produção de própolis não é significativo – e a substância tem propriedades que ajudariam na defesa das abelhas.
A descoberta pode ser útil para os criadores de abelha. “Historicamente, os criadores norte-americanos preferem colônias com menos resina, porque ela é grudenta e dificulta o trabalho”, afirmou Michael Simone-Finstrom, autor do estudo, em material de divulgação.
“Agora sabemos que vale a pena promover esta característica, porque oferece às abelhas alguma defesa natural”, completou o pesquisador.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Técnica produz in vitro abelhas rainhas da espécie jataí

Agência USP de Notícias - - MEIO AMBIENTE - 22/03/2012 - 19:51:59

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Pesquisador observou condições naturais das colônias para reproduzí-las em laboratório
Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, um estudo inédito sobre o comportamento das abelhas Tetragonisca angustula propiciou a reprodução in vitro da espécie a fim de multiplicar suas colônias.
Como explica o biólogo Mauro Prato, grande parte dos alimentos do tipo hortifruti que o homem consome vem de plantas polinizadas por abelhas. Assim, a manipulação das colônias pode ter grande influência para a produção de alimentos.
A pesquisa Ocorrência natural de sexuados, produção in vitro de rainhas e multiplicação de colônias em Tetragonisca angustula (HymenopteraApidaeMeliponini) foi dividida em três etapas: o monitoramento do que acontece dentro da colônia (para entender a reprodução natural das abelhas rainhas e com que frequência elas e os machos são produzidos); a produção in vitro das rainhas (possível por causa dessa observação prévia) e a multiplicação da colônia. A espécie utilizada, conhecida como jataí, é nativa do Brasil e não possui ferrão. Prato enfatiza que o estudo também pode servir para a maioria das outras abelhas do tipo. O orientador da pesquisa foi o professor Ademílson Espencer Egea Soares.
Observando a Tetragonisca angustula em condições naturais, o biólogo constatou que o que determina qual larva vai virar uma abelha rainha ou uma operária é a quantidade de alimento oferecido a ela. Algumas das células presentes nos favos são maiores do que as outras, e se uma célula é maior, vai receber mais alimento. Desta célula, emerge uma rainha. Nesta observação do processo natural, Prato coletou o alimento produzido pela própria colônia que seria utilizado para a produção da rainha, além de larvas em seu período inicial de desenvolvimento. Em laboratório, reproduziu artificialmente as células reais, com tamanho exatamente igual às encontradas na natureza, e ofereceu a elas o alimento retirado da natureza (55 microlitro de alimento para cada célula, também um número exatamente igual ao observado). Este processo, que ocorre dentro de uma estufa, é a produção in vitro de rainhas. “Fizemos em laboratório o que as operárias fazem dentro da colônia”, conta. Este processo aumenta o número de rainhas, que, na natureza é considerado baixo. “Mas não é que seja realmente baixo, é o suficiente para as abelhas se multiplicarem. Porém, para o produtor, em grande escala, esse número não é o suficiente, o que mostra a utilidade deste processo”, acrescenta o biólogo.
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Produção in vitro de rainhas: larvas em desenvolvimento
Depois do nascimento das rainhas, é feita a multiplicação das colônias. O processo se dá por meio da retirada de material (como favos de cria, abelhas operárias jovens e alimentos) de um dos ninhos de um meliponário (o local aonde se criam as colônias). Foram formadas várias minicolônias e em cada uma introduziu-se uma rainha produzida em laboratório para ser fecundada por um macho. Por causa disso, o pesquisador também fez uma observação prévia da produção de machos para poder sincronizar a sua produção com a fecundação das abelhas. As minicolônias eram levadas para um ambiente externo para a fecundação com os machos e, ao fim desta etapa, o processo estava completo e a nova colônia estava formada.
Dificuldades
O processo descrito é um dos primeiros do tipo feito no País, e encontrou algumas dificuldades no começo de sua operação. Etapas como a transferência das larvas do ambiente natural para laboratório apresentaram obstáculos devido à grande mortalidade dessas larvas, que acabavam sendo feridas pelo estilete que conduzia o processo. Na outra transferência, que leva as minicolônias já prontas para o ambiente aberto, também houve muitas baixas. Fora isso, muitas das rainhas que saíram para o vôo nupcial (para serem fecundadas) não retornaram.
Houve também rejeição por parte das operárias em algumas rainhas. Pelo fato destas terem sido produzidas em laboratório, elas não possuíam o cheiro da colônia, o que fazia com que as operárias não as tratassem como rainhas, chegando a matá-las. Para contornar este processo, o pesquisador passou a manter a rainha presa dentro da colônia antes de liberá-la, para que pudesse se proteger das operárias e pegar o cheiro do ambiente.
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Na foto, uma colônia grande e natural ao lado de duas mini colônias
Custo
A ferramenta desenvolvida pelo pesquisador é voltada ao produtor, que pode passar a oferecer muitas colônias para o serviço de polinização de algum cultivo. “A ocorrência de abelhas aumenta a qualidade e a eficiência da polinização, pode render frutos maiores, etc”. O que poderia ser um problema é o custo da técnica, já que ela é experimental. Mas, segundo Prato, isso não é um motivo para preocupação. O pesquisador conta que a técnica em si é muito barata e não exige equipamentos sofisticados (o equipamento mais sofisticado utilizado foi a estufa, para manter as larvas em desenvolvimento), o que a torna acessível inclusive para o pequeno produtor.
O trabalho do biólogo recebeu o prêmio Prêmio Dow-USP de Inovação em Sustentabilidade, porque tem sua técnica apoiada nos quatro pilares da sustentabilidade: ecologia, já que os ninhos podem ser conseguidos na natureza sem causar impacto negativo na população selvagem e sem gerar resíduo poluente; sustentabilidade econômica, pela capacidade de gerar renda e independência econômica ao produtor; sustentabilidade social, pois pode ser praticada por grupos, como as cooperativas; e a sustentabilidade cultural, pois as abelhas são nativas, elas “são uma criação que faz parte da história das populações nativas da América do Sul e Central”, completa.

domingo, 18 de março de 2012

Livro: "AS AMIGAS MIÚDAS QUE FAZEM MEL SEM FERROAR"


O meliponicultor Mario Tessari de Jaguaruna -SC publicou recentemente um livro infantil tendo as abelhas nativas como tema.

As Amigas Miúdas Que Fazem Mel Sem Ferroar, conta a história de Asefe, um menino diferente da maioria das crianças da atualidade. Ao contrário dos amigos  não é  alucinado pela tecnologia mas é muito vidrado na natureza, em especial os bichos pequenos que vivem livres. Ao invés de ficar horas no computador envolvido em jogos, o que gosta mesmo é  de pesquisar sobre as pequenas criaturas da natureza.

Foi com muita alegria que o pequeno Asefe recebeu da mãe a notícia de que iria passar um feriado no sítio do avô pois lá  poderia ficar observando os insetos.

Foi neste passeio que surgiu a paixão do menino pelas abelhas nativas. Ao perceber a fascinação do neto pelas abelhas jataí, o Vozé prometeu leva-lo para conhecer um velho barbudo que vive  próximo a uma floresta criando diferentes espécies de abelhas nativas.

É contando as aventuras melipônicas do Asefe na residência do antigo criador que Tessari de forma leve e não cansativa, vai passando  para os leitores informações sobre a abelhas sem ferrão.

É um livro que tende a agradar as crianças pois além de agradável leitura, as ilustrações de Douglas Silva e Maria Elisabeth Ghisi possibilitam a  participação ativa dos pequenos leitores colorindo.

Ao terminar a leitura eu já estava imaginando continações da aventura do pequeno Asefe, quem sabe  já criando a suas próprias abelhas. E esta é a idéia dos idealiadores do projeto.

A convite deste blog, Mario Tessari escreveu um texto que publicamos abaixo, comentando sobre a obra

AS AMIGAS MIÚDAS QUE FAZEM MEL SEM FERROAR nasceu de uma ideia fecundada durante a visita que recebi do José Halley Winckler.

Tínhamos – e ainda temos – a consciência de que uma das dificuldades para obter um bom desenvolvimento da Meliponicultura é o pouco conhecimento que a população em geral tem sobre o assunto. Para superar essa barreira, pensamos abrir caminho através das mentes das crianças e dos jovens que ultimamente se mostram preocupados com a triste situação a que está relegado o meio ambiente do nosso planeta.

Compartilhamos esse desejo com mais alguns meliponicultores e firmamos esperança de que seria possível escrever um livro voltado especificamente para o público infanto-juvenil. O Winckler queria foco fixo em uma determinada idade, que estivesse entre os 7 e os 17 anos; eu, mais ousado (e romântico), queria escrever para cada ‘criança’ que habita as pessoas que estão entre 3 e 92 anos de idade.

Casando nossas ideias e pesquisando sobre a linguagem adequada para esse público, fui formando uma lógica de como deveria ser o texto. Daí, escrever foi fácil. A dificuldade é encontrar ilustrador. Eu sou garatujento, apenas. Desenho muito mal. E tinha mais uma exigência: o ilustrador deveria entender, ao menos um pouco, de abelhas-sem-ferrão.

Foi um ano de esperas frustradas, de pesquisas gráficas, de vontades de abandonar o sonho. A capa, então, foi uma luta contra o exibicionismo dos pretensos ‘artistas gráficos’. Finalmente, descontratei o profissional, assumi a tarefa e trabalhei em mais de 100 ensaios, até chegar à imagem que foi impressa sobre a capa.

Assim, depois de um ano de gestação, o pequeno livro está viajando pelo Brasil, para ser apreciado e analisado por meliponicultores e por todos os que lutam por melhores condições de vida neste planeta. Essa edição foi por minha conta: trabalho, dinheiro e riscos. Se valer a pena, poderão ser escritos, formatados, impressos e distribuídos os demais livros do projeto original, que era editar de 5 a 7 deles, seguindo os passos da aprendizagem de Asefe sobre técnicas em meliponicultura.
Estou disponibilizando o texto para quem quiser reimprimir – como está ou com outra capa e com outras ilustrações –, bem como me proponho escrever os textos das etapas seguintes do projeto. Porém, eu ficaria com a responsabilidade de escrever o texto, apenas. As pessoas e as instituições interessadas podem entrar em contato comigo: mariotessari@gmail.com, mariotessari@ymail.com.